Carla Guerra

Nome, idade, onde vives, profissão 
Carla Teixeira Guerra – 44 quase 45 anos
Atualmente vivo em Parede, Cascais. Brasileira do Rio de Janeiro.
Sou Analista de Sistemas – DBA Oracle.

Como começou a tua paixão pelo ciclismo?
Eu nado desde os 5 anos de idade e competindo desde os 9. Depois de anos sem nada por conta da faculdade e trabalho, aos 32 anos resolvi voltar. Para minha “sorte” fui nada num clube onde triatletas treinavam. O grupo me viu nadando e me chamaram para fazer triatlo, pois corria na esteira do clube. Na época o diálogo foi o seguinte:
– Você nada bem, deveria fazer triatlo, compra uma bike de estrada e vem treinar connosco!!
– Eu: Bike de estrada é de comer ou beber??!!
Na época nem sabia o que era um “bike de estrada”. Isso foi em 2004. E deste ano em diante me apaixonei pelo ciclismo. No início todos pedalavam muito mais que eu, eu era sempre a última mas a evolução foi bem rápida e me apaixonei por esse novo esporte. Nunca mais parei de pedalar, até casei com um ciclista!!!

Conselhos que darias a quem começa agora a praticar ciclismo?
É um esporte maravilhoso, que não distingue peso, idade, altura. Praticamente qualquer um pode subir em uma bike e começar a pedalar. Mas por outro lado é um dos esportes mais perigosos do mundo, que faz muitas vítimas. Portanto meu conselho é: seja prudente, siga as regras de conduta de um ciclista e de trânsito e respeite os demais atletas, carros e pedestres. De resto, apenas curta o momento seja pedalando estrada, BTT, longo ou curtas distâncias!!!

Qual o maior desafio/conquista que tiveste até hoje?
Ao longo desses 14 anos, tive muitos desafios. Mas um é especial. Uma proca denominada UB515, no Brasil. É o Ultraman Brasil. Fiz essa mesma prova em 2012 em Wales (País de gales, Inglaterra) mas não a concluí dentro do tempo, e essa prova desde que iniciei no triatlon fo meu sonho. Completa-la tão bem em 2015, no meu País, com minha família de Staff a me apoiar, foi maravilhoso. Não chorei na meta, mas chorei durante uma semana lembrando da minha chegada a meta.

Qual o teu maior sonho/objectivo?
Sempre fui movida por sonhos e objetivos, seja na vida profissional, pessoal e esportiva. Já realizei a maioria deles, mas ainda tenho alguns a realizar na parte esportiva. Atualmente a conseguir a vaga para o Mundial de full IM no Hawai e a UTMB Mont Blanc.

Qual a tua rotina de preparação antes duma prova?
Fui muito competitiva, atualmente o ritmo de trabalho já não em permite treinar tanto quanto gostaria, mas se me inscrvo numa prova vou procurar treinar o máximo possível. Gosto de ter dispciplina e regras, então sempre procuro seguir uma planilha de treinos e treinar sempre que puder antes e/ou o expediente de trabalho durante a semana, e se não estiver de plantão fazer os treinos mais longos ao final de semana.
No dia da prova costumo pensar e planear a prova na minha cabeça e ficar concentrada, muitas vezes sozinha.

Como é uma semana típica de treino para ti?
Como voltei a treinar para provas de triatlo, minha rotina tem sido a seguinte (sempre que possível):
Segunda: corrida + trabalho + natação
Terça: ciclismo + trabalho + descanço
Quarta: corrida + trabalho + natação
Quinta: ciclismo + trabalho + descanço
Sexta: corrida + trabalho + natação
Sabado e domingo: treinos longos de corrida e ciclismo
Trabalho na área de TI e imprevisto ocorrem diversas vezes e me prendem no trabalho ou nos finais de semana.

Qual a tua parte favorita do treino?
Atualmente o ciclismo, com certeza!!

Qual a parte mais difícil e desafiante do treino que tens que superar?
A corrida com certeza. Fiquei 2007 sem correr nada, zero kms, e esta muito difícil voltar. Nunca corri bem,as mas estou correndo muito mau. Nunca mais paro de correr, apenas se for necessário por lesão (espero que não!!!).

Hoje em dia, quais os desafios que encontras/sentes no ciclismo feminino em
Portugal?
Em relação a segurança é muito melhor que no Brasil. Segurança no sentido amplo da palavra, andar nas estradas, assaltos que me preocupava no Brasil. Em relação à performance, vejo que tenho muito a treinar de novo, vejo o ciclismo feminino muito fortes, muitas gajas a andar muito bem e preciso treinar mais para as acompanhar, principalmente nas subidas.

O que a Fuga representa para ti?
A Fuga foi e é muito importante nessa minha nova vida em Portugal. Recém chegada, sem conhecer ninguém e encontro a Mónica Faisca que me recebe tão bem, me apresenta à pessoas que me apresentaram a percursos e outras pessoas que também me ajudaram tanto nesse início. Acho que não estaria treinando, fazendo triatlo se não tivesse feito contato com a Fuga ainda no Brasil e ter sido tão bem recebida. Com certeza existem anjos nessa vida, e a Monica Faísca é uma deles. Obrigada Renata Loureiro, outra Fuga, uma amiga brasileira já a cá há muito tempo por em fazer conhecer a Fuga Rosa.

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Passeio Feminino em Bicicleta

Lisboa ficou mais colorida este Domingo. O Sol brilhou e as Fugas passaram e desfilaram alegria e boa disposição pelas ruas de Lisboa para homenagear o Dia Internacional da Mulher e celebrar o 1.º aniversário da Fuga Rosa.

    

Uma iniciativa da Federação Portuguesa de Ciclismo, Câmara Municipal de Lisboa, Fuga Rosa e Associação de Ciclismo de Lisboa a quem deixamos o nosso maior OBRIGADA!