Liliana Aguiar

Nome: Liliana Aguiar

Idade: 41

Onde vives: Lisboa

Profissão:  Docente Universitária na área das Ciências do Desporto, investigadora na área da Biomecânica, instrutora de indoor cycling, já fui guia turístico em bicicleta em Lisboa. Curiosidade: Licenciada em Engenharia Mecânica e Licenciada em Desporto, sendo mais tarde doutorada em Biomecânica.

Como começou a tua paixão pelo ciclismo?

A partir do momento em que percebi que andar de bicicleta é fascinante e libertador…Em pequena sempre andei, e ao longo da vida, mas só mais tarde é que comecei a explorar uma vertente mais física, mais desafiante. Numa fase inicial fazia algumas travessias por Portugal, desde a Ecovia do Litoral, Tróia-Sagres em modo hippie, Caminha-Figueira da Foz com alforges…tudo em BTT. Travessias essas que fiz com uma amiga, também docente na área do Desporto, e que me inteirou sobre o tema do ciclo-turismo. Até que ela me diz “sabes, deves ter jeito para o BTT! És raçuda! Ahahah.

Também sou instrutora de Indoor Cycling, o que sempre me deu alguma aptidão física para o ciclismo. Mais tarde, por influência do namorado, que já fazia BTT, tornei-me mais regular em provas, mais regular nos treinos… A partir daí, foi um passinho até começar a não conseguir viver sem pedalar, e sentir como é bom sentir o vento na cara, no cabelo, e conhecer tantos locais fantásticos que Portugal esconde.

Neste momento corro pela equipa BTT Retiro das Adegas/Alarme On, onde já conquistei alguns títulos no Campeonato Regional da Beira Interior. Na área do ciclismo de estrada, fiz este ano, pela primeira vez, 2 e parece que não me dou assim tão mal no ciclismo. Já fiz alguns pódios, sim, mas isso é apenas uma pequena parte do que representa estar numa maratona, viver uma prova, superar uma montanha.

Conselhos que darias a quem começa a praticar ciclismo?

Não desistam à primeira volta que dão. Encarem cada momento, como um privilégio, porque pedalar é libertador. No início o corpo ressente-se, reage, e dá vontade de desisitir, mas logo logo habitua-se e a partir daí, o mundo é nosso.

Invistam em bons equipamentos e na segurança. A bicicleta não é assim tão importante, numa fase inicial. É preciso é sentirmo-nos bem e seguros em cima da bicicleta. O treino vem depois…

Qual o maior desafio/conquista que tiveste até hoje?

Ui…Provas longas, por etapas, ou com muito desnível positivo são sempre desafiantes. Posso dizer, que fiz o EPIC de Portalegre no ano passado, e pela dureza, considero uma conquista. Costumo dizer que na minha história do BTT, existe um antes e um depois do EPIC. Mas o Tróia-Sagres também foi, assim como subir à Torre na Serra da Estrela. O GeoTour – Aldeias de Xisto que fiz este ano, também me marcou quer pelas paisagens de cortar a respiração, quer pelo 2.º lugar em equipa mista. E o Grandfondo de Portalegre, também me soube bem. Consegui fazer 3.º lugar no escalão, 7.º da geral.

E depois nos trails…que faço paralelamente ao BTT, por gosto. Lembro-me do Trail de Alpiarça, um dos meus primeiros, em que debaixo de 40 graus, fiz 1.º lugar. Todos os trails que fiz em Sintra, também me marcaram pelas subidas até à Peninha e trilhos encantados, e pelos pódios que consegui. E o último que fiz na serra de Montejunto, foi extremamente duro, conquistei o 5.º lugar da geral, 2.º do escalão. Lembro-me que cheguei à meta esgotada, mas muito feliz!! Neste momento estou a completar o circuito regional de trail da zona oeste, e estou em 3.º lugar da geral, 2 1.º do escalão…Sabe bem? Claro que sim!…

Qual o teu maior sonho/objectivo?

Em termos desportivos, gostava de ter pertencido a uma equipa profissional de ciclismo, mas já não vou a tempo… Gostava também de completar uma boa corrida de obstáculos Spartan Race. Em termos mais pessoais, gostava de fazer uma grande expedição de bicicleta ou a pé, apenas para ter o prazer de ver animais no seu estado selvagem e se puder ajudar nalgum programa de recuperação de espécies, ainda melhor. Também gostava de ser atleta de CrossFit, isto é, poder também competir neste desporto tão recente em Portugal.

Qual a tua rotina de preparação antes duma prova?

No dia anterior faço um treino mais leve e curto, tento hidratar o melhor que posso. No que diz respeito à alimentação, como praticamente o que me apetece, evitando algumas comidas mais pesadas. Preparo sempre a bicicleta, o meu equipamento e a nutrição na noite anterior. No dia da prova, tomo o pequeno-almoço de sempre (aveia), e tento ir bem cedo para o local da prova. Normalmente aqueço um pouco, mas muitas das vezes não serve de nada devido à espera na linha de partida.

Como é uma semana típica de treino para ti?

Dependendo da altura da época, geralmente pedalo 5 vezes por semana, tento correr pelo menos, 1,2 vezes e incluo o CrossFit, 2 vezes, como treino de força, agilidade e potência. Por vezes, faço treinos bi-diários, até porque eu realizo as aulas práticas que dou na faculdade, e por isso tenho um grande volume de treino, quer aeróbio, quer de força, fazendo de mim uma atleta robusta, mas também mais pesada.

Qual a tua parte favorita do treino?

Dependendo dos dias, dependendo do estado de espírito, mas muitas vezes apercebo-me que gosto de sofre, gosto de treinar com intensidade elevada, isto durante a fase principal do treino, e no fim gosto da senação de missão cumprida!

Qual a parte mais difícil e desafiante do treino que tens que superar?

Na bicicleta, quando tenho que treinar subida, isto é, aguentar frequências cardíacas bem elevadas e as pernas a queimar. No CrossFit, todos os treinos são desafiantes, e por isso todos os WODs são pequenos desafios superados.

Hoje em dia, quais os desafios que encontras/sentes no ciclismo feminino em Portugal?

Muitas vezes, a aceitação de alguns homens, quando nós mulheres demonstramos mais capacidade do que eles.

As lojas de ciclismo pouco ou nada apostam nos equipamentos femininos. Não se veem bicicletas de senhora à venda, nem equipamentos decentes. Poucas são as lojas que se preocupam em captar a nossa atenção. Depois, quando andamos na rua, ou somos confundidas com homens, ou somos alvo de piropos, sendo que alguns têm piada, mas outros não. E por fim, sinto que por vezes não há união entre as mulheres que competem. Somos tão poucas…não faz sentido!

O que representa a Fuga para ti?

Representa um movimento que promove o ciclismo feminino em Portugal e além-fronteiras, representa um estilo de vida, uma forma de estar na sociedade, representa o girl power, que é tão bonito! Representa a união das mulheres.

https://pt-pt.facebook.com/lilianasofia.aguiar

 

 

Carla Guerra

Nome, idade, onde vives, profissão 
Carla Teixeira Guerra – 44 quase 45 anos
Atualmente vivo em Parede, Cascais. Brasileira do Rio de Janeiro.
Sou Analista de Sistemas – DBA Oracle.

Como começou a tua paixão pelo ciclismo?
Eu nado desde os 5 anos de idade e competindo desde os 9. Depois de anos sem nada por conta da faculdade e trabalho, aos 32 anos resolvi voltar. Para minha “sorte” fui nada num clube onde triatletas treinavam. O grupo me viu nadando e me chamaram para fazer triatlo, pois corria na esteira do clube. Na época o diálogo foi o seguinte:
– Você nada bem, deveria fazer triatlo, compra uma bike de estrada e vem treinar connosco!!
– Eu: Bike de estrada é de comer ou beber??!!
Na época nem sabia o que era um “bike de estrada”. Isso foi em 2004. E deste ano em diante me apaixonei pelo ciclismo. No início todos pedalavam muito mais que eu, eu era sempre a última mas a evolução foi bem rápida e me apaixonei por esse novo esporte. Nunca mais parei de pedalar, até casei com um ciclista!!!

Conselhos que darias a quem começa agora a praticar ciclismo?
É um esporte maravilhoso, que não distingue peso, idade, altura. Praticamente qualquer um pode subir em uma bike e começar a pedalar. Mas por outro lado é um dos esportes mais perigosos do mundo, que faz muitas vítimas. Portanto meu conselho é: seja prudente, siga as regras de conduta de um ciclista e de trânsito e respeite os demais atletas, carros e pedestres. De resto, apenas curta o momento seja pedalando estrada, BTT, longo ou curtas distâncias!!!

Qual o maior desafio/conquista que tiveste até hoje?
Ao longo desses 14 anos, tive muitos desafios. Mas um é especial. Uma proca denominada UB515, no Brasil. É o Ultraman Brasil. Fiz essa mesma prova em 2012 em Wales (País de gales, Inglaterra) mas não a concluí dentro do tempo, e essa prova desde que iniciei no triatlon fo meu sonho. Completa-la tão bem em 2015, no meu País, com minha família de Staff a me apoiar, foi maravilhoso. Não chorei na meta, mas chorei durante uma semana lembrando da minha chegada a meta.

Qual o teu maior sonho/objectivo?
Sempre fui movida por sonhos e objetivos, seja na vida profissional, pessoal e esportiva. Já realizei a maioria deles, mas ainda tenho alguns a realizar na parte esportiva. Atualmente a conseguir a vaga para o Mundial de full IM no Hawai e a UTMB Mont Blanc.

Qual a tua rotina de preparação antes duma prova?
Fui muito competitiva, atualmente o ritmo de trabalho já não em permite treinar tanto quanto gostaria, mas se me inscrvo numa prova vou procurar treinar o máximo possível. Gosto de ter dispciplina e regras, então sempre procuro seguir uma planilha de treinos e treinar sempre que puder antes e/ou o expediente de trabalho durante a semana, e se não estiver de plantão fazer os treinos mais longos ao final de semana.
No dia da prova costumo pensar e planear a prova na minha cabeça e ficar concentrada, muitas vezes sozinha.

Como é uma semana típica de treino para ti?
Como voltei a treinar para provas de triatlo, minha rotina tem sido a seguinte (sempre que possível):
Segunda: corrida + trabalho + natação
Terça: ciclismo + trabalho + descanço
Quarta: corrida + trabalho + natação
Quinta: ciclismo + trabalho + descanço
Sexta: corrida + trabalho + natação
Sabado e domingo: treinos longos de corrida e ciclismo
Trabalho na área de TI e imprevisto ocorrem diversas vezes e me prendem no trabalho ou nos finais de semana.

Qual a tua parte favorita do treino?
Atualmente o ciclismo, com certeza!!

Qual a parte mais difícil e desafiante do treino que tens que superar?
A corrida com certeza. Fiquei 2007 sem correr nada, zero kms, e esta muito difícil voltar. Nunca corri bem,as mas estou correndo muito mau. Nunca mais paro de correr, apenas se for necessário por lesão (espero que não!!!).

Hoje em dia, quais os desafios que encontras/sentes no ciclismo feminino em
Portugal?
Em relação a segurança é muito melhor que no Brasil. Segurança no sentido amplo da palavra, andar nas estradas, assaltos que me preocupava no Brasil. Em relação à performance, vejo que tenho muito a treinar de novo, vejo o ciclismo feminino muito fortes, muitas gajas a andar muito bem e preciso treinar mais para as acompanhar, principalmente nas subidas.

O que a Fuga representa para ti?
A Fuga foi e é muito importante nessa minha nova vida em Portugal. Recém chegada, sem conhecer ninguém e encontro a Mónica Faisca que me recebe tão bem, me apresenta à pessoas que me apresentaram a percursos e outras pessoas que também me ajudaram tanto nesse início. Acho que não estaria treinando, fazendo triatlo se não tivesse feito contato com a Fuga ainda no Brasil e ter sido tão bem recebida. Com certeza existem anjos nessa vida, e a Monica Faísca é uma deles. Obrigada Renata Loureiro, outra Fuga, uma amiga brasileira já a cá há muito tempo por em fazer conhecer a Fuga Rosa.

http://carlaguerra.com.br/

ILDA PEREIRA

Nome, idade, onde vives, profissão 

Ilda Pereira , 36 (10/10/1981), S. Torcato (Guimarães), professora

Como começou a tua paixão pelo ciclismo?

A minha paixão é uma história de amor. Só depois de casar com o Bruno é que me percebi de quão aficionado ao ciclismo ele era e de como  lhe estava a fazer falta a bicicleta. Logo o entusiasmei a voltar à bicicleta e, como somos mesmo unha e carne e fazemos tudo juntos, também eu comecei a pedalar. Nunca me tinha passado pela cabeça competir até ao dia em que, para e só para não ter que ficar à espera do final da prova deles, o Bruno e um amigo me convenceram a participar. Não estava federada mas o atento comissário, o Sr. Teixeira, com o propósito de estimular a participação feminina, autorizou-me a competir. Foi a minha primeira prova e o meu primeiro pódio, em 2008. Depois, como o amor de que se cuida, os anos no ciclismo são com paixão.

Fotografia de Artur Gomes: https://www.facebook.com/pg/After-Glance-Photography-1493655763977979/

Conselhos que darias a quem começa agora a praticar ciclismo?

Ui… Dar conselhos? Que responsabilidade! Acho que se tem de ser feliz… Às vezes, quando falam comigo, nas mensagens que me escrevem, as pessoas dizem “Mas eu é na boa! É só por diversão!” Mas é precisamente isso: “na boa” e “por diversão”! Todavia, isto é muito subjetivo e carece de diferentes modos de medição. Eu sou feliz a fazer competição! Adoro! Se não fosse feliz, não o faria! Por exemplo, em 2013 fiz DH – adorei os treinos e odiei a competição. Nem todos temos de ser atletas mas todos temos o direito a ser felizes querendo sê-lo (ou não) e a poder admiti-lo! Por isso, se há conselho a quem começa agora, é essa: seja feliz afirmando como quer praticar ciclismo.

Qual o maior desafio/conquista que tiveste até hoje?

Mais uma pergunta de alto nível… O desafio é uma constante! Foi um desafio aparecer no cenário competitivo nacional de elites sem “escola” e impor-me! Foi um desafio integrar a equipa nacional e outras formações e não perder o foco da “ambição” na casa dos 30! É um desafio ser mulher e reivindicativa no ciclismo. A maior conquista? A que está por vir… É o querer mais que me motiva: foi o querer estar entre a nata das elites nacionais que me motivou; depois vieram as conquitas internacionais (a 1ª elite num prémio de montanha, a 1ª a vencer uma WMS, a 1ª a fazer os melhores pódios em provas como as UCI XCS Tour de Timor e La Leyenda del Dorado); agora é o querer por o meu nome e dos meus onde ainda não fui… A maior conquista é isto: o legado.

Fotografia: https://la-leyenda.com/

Qual o teu maior sonho/objectivo?

Eu quero morrer feliz. E, como não sei quando vou morrer, vivo neste estado de ser feliz com as coisas simples: com a amoreira a florir, um café da manhã, saúde para cumprir um treino (e cumpri-lo), o mimo dos gatos e dos meus, uma mensagem amiga, um prato de arroz de feijão… Este é o meu objetivo: ser feliz. O sonho é poder cumprir tudo o que me der vontade de explorar na bicicleta e deixar amigos por todos os países em que compito para depois, mais tarde, poder viajar por todo o mundo a visitá-los.

Qual a tua rotina de preparação antes duma prova?

Mónica, Mónica, Mónica… Como sempre bem e nessa semana fico ainda mais atenta. Deitar cedo. Comer o meu pequeno almoço de prova – não pode faltar as “overnightoats”, os meus superalimentos #shine, a banana, o cacau, pão sem glúten (viajo com eles porque a refeição antes de prova é, para mim, de extrema importância). Quanto ao equipamento, nunca invento: compito com o mesmo que mais gosto de treinar (às vezes o soutien já está velhinho… ou as meias…). Depois vem o aquecimento quevaria, pois, quando compito em Portugal, tenho a equipa comigo e posso cumprir o protocolo de aquecimento do treinador no rolo, mas nas provas internacionais e / ou em que as condições não são as mesmas, aqueço da melhor forma que me seja possível cumprir o plano. Depois, há uns tiques e hábitos que se adquirem na linha de partida – coisas. (risos)

Como é uma semana típica de treino para ti?

Acordar. Xixi. (risos) Pequeno almoço com toping de ronronar de 3 gatos. Equipar. Novo xixi. Sair para treinar. Recuperar. Fisio e / ou ginásio e / ou drenagem (2 a 3x). Social media e ou / hobbies e ou / explicações. Cozinhar. Jantar. Relaxar. Dormir. O típico, de forma muito simplificada, é assim.

Qual a tua parte favorita do treino?

O recuperador, claro! Quem é que não treina a pensar na saborosa bebida proteica?! Há cada sabor e textura! Nossa!

Agora a sério, a minha parte favorita do treino é a da intensidade: quando as pernas já aqueceram e estou pronta para “testar” se sou capaz de uns watts mais…

Fotografia: https://la-leyenda.com/

Qual a parte mais difícil e desafiante do treino que tens que superar?

Fazer a intensidade (per)durar no tempo…

Hoje em dia, quais os desafios que encontras/sentes no ciclismo feminino em Portugal?

O Velho do Restelo e o Sebastianismo. O pessimismo e conservadorismo da nossa sociedade (de que o ciclismo feminino é espectro) são corrosivos (e até letais); a crença desmesurada num messias, num salvador, faz o ciclismo feminino permanecer num marasmo… Estar, feliz, com ambição, a pedalar num ambiente assim é um desafio para as mulheres que querem sair mudá-lo, sair dele, e, por isso, têm de encontrar uma Fuga… O desafio está em encontrar essa fuga a uma série de comportamentos adquiridos num grupo (de elite) e, ainda assim, fazê-lo pela consciência de um ciclismo feminino mais igualitário, de oportunidades e de meritocracia. Sendo uma otimista irreverente, mesmo que D. Sebastião tenha sido assassinado, não vou esperar que regresse para me por uma medalha ao peito.

O que a Fuga representa para ti?

A Fuga, honestamente, é a imagem duma mulher de energia que vive um ciclismo rosa.

O ciclismo é a Fuga (ou será que é a Fuga que é o ciclismo? Até fico baralhada… São simultaneamente Sujeito e Predicativo) e o Rosa somos nós, as mulheres! A Fuga representa uma partilha de informação sobre um ciclismo contemporâneo (uma informação que ainda é muito marcada por uma gramática masculina) que se quer fazer mais feminina, mais anotada de adjetivos no feminino.

A Fuga é um grupo e, como grupo bem fundado e fundamentado, tem uma linguagem comum e um certo #pinkproud que atrai e contagia…

Muito obrigada por esta entrevista.

https://pt-pt.facebook.com/ildapereiratleta/

http://ildapereira.com/

Etapa Raínha…para Raínhas!

“The best view comes after a hardest climb”

Uma das etapas míticas da Volta da Portugal é a subida à Torre, na Serra da Estrela. Para celebrar este dia, várias Fugas fizeram-se à estrada para alcançar o cume da mais alta montanha de Portugal, c/ 1.993metros de altitude. A ascensão é um desafio sobre-humano quer fisico, quer mental e eu fui testemunha da garra destas mulheres. Chapeau a todas elas.

Respect.

Sandra Augusto

Cláudia Lourenço

 Sónia Ruivo

Sandra Augusto, Cláudia Lourenço, Mónica Faísca, Sónia Ruivo

Marta MeowMf Teles

Cycle Chic

Rita Paulo a fazer juz à elegância da Fuga e a provar como o ciclismo pode ser Chic…chiquérrimo!!!

Love on Wheels

Elsa Rodrigues, Fátima:

“Objetivo superado😊 obrigada a todas as Fugas 😊 vocês são uma inspiração e grande fonte de motivação e um obrigada muito especial ao meu companheiro de todos os momentos Rui Alexandre

Quando se dorme feliz

Rosária da Costa, Évora Grandfondo:

“Pronto! Posso dormir feliz: 4′ lugar no escalão Master feminino e 6′ lugar no geral feminino (mediofondo -36 participantes) 😀😀😀 desculpem esta alegria toda, mas não esperava tanto!!! Fiquei à porta do pódio, mas a Catarina Simões “vigou-me” com o seu fabuloso 2′ lugar no Grandfondo. Parabéns s todas as minhas meninas da Academia Joaquim Agostinho.”

“Nada nos é dado, tudo é conquistado”

Sandra Rodrigues, Évora Grandfondo:

“Nada nos é dado, tudo é conquistado. 167km, 4° lugar. Évora, done. Venha terena.
O treino compensa, sem ele nada é possível, podia ser mais é verdade. Mas estou super orgulhosa e feliz com este resultado e por ter chegado bem.
Alentejo só planície??? Sobe e desce, sobe e desce, grande parte pernas!!!
Um agradecimento muito especial a toda a equipa e a todos os que me fizeram companhia de uma maneira ou de outra. Finalizar esta grande etapa com vento muito calor e um furo, foi mais um desafio cumprido.”

Fuga em Fuga pelo Alentejo

Corina Chaves, Évora Grandfondo:

“Cá está a minha voltinha de ontem. Aquela que foi finalizada graças ao acumular de factores, mas o principal foi o carro de apoio estar longe, o que me impediu de desistir facilmente. Objectivo era subir a Serra d’Ossa, mas ainda não tinha sido dobrada pelos cavalões 😉 Ouço as motas que lhes abrem caminho e lanço-me a fundo na descida, passam por mim os primeiros (e segundos, e meios, e décimos….) O Filipe Cardoso grita pela Fuga Rosa, eu grito pela Daniela Reis! Mas já que estou aqui, vou até Estremoz! (Cala-te incómodo!) A velocidade aqui é boa, mas quando chegar à estrada para Évoramonte ligo ao Alvaro. Hum, vão esperar pela Patrícia na meta? OK, vou até ao cimo da subida, mas antes , doping à Contador/Wiggins. O Ricky e a Monica nunca mais me dobram para eu desistir… Raios, vou até ao abastecimento e já ligo. Já não sei montar para cima da bicicleta… Faltam 20km mas não dá se houver subidas… olha o Álvaro e a Vanessa! Mas agora a estrada tá fixe, até vou na talega! Faltam 12km? Que se f€@#! Nem que demore 2h! “TÁ TUDO BEM?” “Só faltam 10km, vou até ao fim!” Pedala! Faltam 9, “Aguentas vir na minha roda? (Não posso, já falta concentração) faltam 8, falta rabo, falta perna, “ESTAVA MESMO À ESPERA DE UMA FUGA” Mais um alento! “Olha a Corina!” “Eu avisei que o último lugar era meu!”. Subida em empedrado? RAIOS! NEM QUE FAÇA A PÉ! @€=#?&@ o Álvaro tá a fotografar, não posso desmontar! Vou parar ao lado dos polícias mas o que é aquele arco azul insuflável a 100m de altura? F@€&!+@? SHUT UP LEGS! Mas uma, e outra e TÁ FEITO! NÃO CONSIGO PARAR, VOU CAIR, VOU BATER NA MURALHA! SEGUREM-ME. Tá feito.” 

Triatlo de Quarteira 2017

Lénia Gamito:

“Que “velhotas” tão simpáticas e fofinhas! ☺️

Um dia muito feliz e logo em casa!
Que orgulho hoje ter partilhado o pódio com estas duas grandes atletas, Ana Lopes e Ana Pereira.

Que alegria ter podido partilhar uma manhã a fazer aquilo que adoro com tantos amigos em prova e a apoiar.
Um agradecimento especial à minha querida Ana Lúcia Jardim pelo apoio determinante, ao mister David Caldeirao, à Isabelita Isabel, aos restantes colegas de equipa e não só. Também às restantes colegas que me inspiram e motivam a tentar fazer melhor.

Parabéns às minhas lindas colegas de equipa, Alice Direitinho e as estreantes Carla Santos e Rita que se portaram exemplarmente.

Mais uma vez, Quarteira presenteou-nos com a festa do ano com um público exemplar, como há poucos e com um ambiente familiar de topo.
Obrigada à excelente organização. Foram 2 dias de triatlo de grande nível, muito graças ao trabalho conjunto e exemplar de diversas instituições, privados e voluntários.
Obrigada pelo carinho e pelas muitas “Lénias” que ouvi pelo caminho.
Agora é continuar a torcer por muita saúde e poder continuar a fazer o que me dá um grande prazer. Até para o ano. 🙏”

 

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